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segunda-feira, 26 de agosto

Mãe que procura filho desaparecido participa de CPI do tráfico de pessoas

Audiência pública será nesta terça-feira (27), em Brasília.
Sérgio Leonardo sumiu em setembro de 1987, em Porto Nacional-TO.

Do G1 TO, com informações da TV Anhanguera

Zulmira prepara a mala para viajar para audiência na CPI do tráfico de pessoas (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Zulmira prepara a mala para viajar para audiência
na CPI do tráfico de pessoas
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

A tocantinense Zulmira Gonzaga Cardoso participa de uma audiência pública, nesta terça-feira (27), da Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara dos Deputados destinada a investigar o tráfico de pessoas no Brasil. A reunião em Brasília começa às 10h. Ela busca explicações sobre o sumiço do filho, Sérgio Leonardo, com um ano e oito meses, na cidade de Porto Nacional, em 28 de setembro de 1987.

A criança desapareceu quando brincava com parentes. Na época, foi feito um registro na delegacia e a família iniciou a investigação. O inquérito foi reaberto em 1991 e arquivado 17 anos depois. Conforme apuração, o empresário Pedro Izar Neto foi o acusado de raptar a criança junto com três funcionários. Ele tinha terras na cidade, desde 1982, e desfez da propriedade, nove meses depois que foi denunciado por um dos cúmplices.

Imagem de Sérgio Leonardo na época que foi sequestrado (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Imagem de Sérgio Leonardo na época que foi
sequestrado (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Zulmira descobriu que o empresário reservou três quartos em um hotel da cidade e um teria sido ocupado por um casal de estrangeiros. “O Lourival, que é funcionário do Pedro Izar, veio falando que realmente foi o Pedro Izar que levou o meu filho e depois de dois dias que [ele] chegou em Porto Nacional, chegou um casal de estrangeiros, com uma intérprete chamada Arlete”, conta a mãe.

Ela ainda diz que os estrangeiros não teriam se registrado com os nomes próprios e ficaram em um dos apartamentos reservados pelo suspeito.

Pedro Izar já foi ouvido pela CPI, em São Paulo, e negou participação no sequestro. “No depoimento dele, ele nega que teve três quartos no hotel reservado no nome dele. Eu tenho o documento que comprova. A justiça solicitou do hotel. Eu quero essa acareação porque ele diz que meu filho desapareceu e foi afogado no lago, isso não é verdade.”

Sequestro foi noticiado em jornais da época (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Sequestro foi noticiado em jornais da época
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Essa é a segunda vez que Zulmira é convocada a participar da audiência. Na primeira vez, a reunião foi suspensa porque um dos intimados a prestar esclarecimentos foi dado como morto.

“Quando eu recebi a notícia que o Lourival estava morto, eu chorei. Quanto tempo eu espero o momento de olhar nos olhos do Lourival, do Pedro Izar e do Marcos Molitor [outro suspeito de participação no sequestro] , porque era o momento de olhar nos olhos deles, para eles me dizerem onde está meu filho.”

A Procuradoria da República também está investigando a adoção de uma criança por um casal de italianos na mesma época. O menino estava registrado com o sobrenome de um dos supostos cúmplices de Pedro Izar. “Fazendo analogia do sobrenome do Lourival e da criança é o mesmo sobrenome do Lourival, não sei se tem algum parentesco, cabe a justiça fazer essa investigação”, cobra a mãe.

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Fonte: http://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2013/08/mae-que-procura-filho-desaparecido-participa-de-cpi-do-trafico-de-pessoas.html



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Jornalista - Cindhi Belafonte