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sexta-feira 27 de fevereiro de 2015

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Software ajuda a evitar trabalho análogo à escravidão

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Mesmo que a escravidão tenha sido abolida há mais de 200 anos, atualmente ainda existem 27 milhões de pessoas sendo explorados pelo mundo. Por isso, muitos consumidores acabam adquirindo, mesmo sem saber, itens feitos por fornecedores a partir de trabalho forçado.

Para mudar essa realidade, a empresa norte-americana Made in a Free Worlddesenvolveu o FRDM (Forced layout Risk Determination and Mitigation), um software que possibilita às empresas pesquisarem a cadeia de produção e identificarem áreas problemáticas em sua indústria.

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Há uma rede organizada de tráfico de jogadores de futebol em Portugal

Ao todo foram identificados 105 jogadores nesta situação. A rede organizada está montada e tem ramificações em África e na América do Sul.
O presidente do SJPF fala de uma situação de tráfico humano e explica que tudo começa no país de origem com a promessa de um futuro de sonho no futebol. Chegados a Portugal, vários clubes recebem estes futebolistas de braços abertos.

Em alguns casos, a situação fica resolvida, mas o pior são os outros casos, daqueles que não conseguem provar em campo o seu talento e ficam abandonados à sua sorte.

Joaquim Evangelista atribui a culpa a alguns dirigentes. Sem querer referir clubes, garante que há, no entanto, vários emblemas de topo estão envolvidos nesta situação não só em Portugal mas também na Europa.

// World-news

PORTUGAL: > SEF investiga tráfico de jovens no futebol

A maioria chega de avião vinda do Brasil, quase sempre do Rio de Janeiro. São rapazes entre os 16 e os 23 anos, miúdos brasileiros e argentinos com o sonho de serem estrelas do futebol na Europa. Na terra natal revelaram ‘jeito de bola’, chamaram a atenção de olheiros, vendedores de promessas que viajaram ao seu lado rumo a Portugal, supostos agentes desportivos a quem a família dos jovens pagou cinco mil euros (16 mil reais) a troco de um lugar garantido na I Liga portuguesa e uma saída da pobreza hereditária.

Os restantes vêm de África. Os angariadores procuram-nos em Cabo Verde, São Tomé, Guiné-Bissau, Costa do Marfim e Senegal, levam-nos a todos para solo cabo-verdiano, para a Cidade da Praia, rumo ao aeroporto Nelson Mandela, com destino a Lisboa. Na bagagem trazem os mesmos sonhos e as mesmas promessas dos craques da América do Sul. Juntos traçam e alimentam as duas rotas intercontinentais usadas atualmente pelos traficantes de jogadores de futebol para Portugal.


Webdesigner - Heldson Luiz da Silva
Jornalista - Cindhi Belafonte