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segunda-feira 6 de julho de 2015

// Notícias

Julgamento de médicos acusados de traficarem órgãos é marcado para abril de 2016

Após 13 anos, médicos acusados de retirar órgãos de criança viva serão julgados em Poços de Caldas

Paulo Veronesi Pavesi, de 10 anos, caiu de uma altura de aproximadamente dez metros do prédio onde morava em Poços de Caldas, em abril de 2000. De acordo com MPE, Pavesi foi socorrido e teve a morte encefálica diagnosticada na Santa Casa do município pela equipe médica de Álvaro Ianhez. Depois disso, os órgãos da criança foram retirados e entregues para doação.

Entretanto, um inquérito foi aberto para investigar o caso e, em maio de 2002, quatro médicos – José Luiz Gomes da Silva, Álvaro Ianhez, José Luiz Bonfitto e Marco Alexandre Pacheco da Fonseca – foram denunciados pelo MPE por homicídio qualificado. De acordo com a denúncia, os profissionais cometeram atos que desencadearam a morte do menino.

Entre as acusações estão a admissão em hospital inadequado; a demora no atendimento neurocirúrgico; a realização malsucedida de cirurgia craniana por profissional sem habilitação legal; a precocidade de atribuir ao menino a característica de potencial doador; o engodo em que consistiu o exame clínico tendente à constatação da morte encefálica; e o abandono terapêutico pleno e absoluto na noite anterior a sua morte e na manhã do dia da sua morte.

Além de responder pelo homicídio, eles foram denunciados também pela remoção de órgãos em desacordo com a lei. Em outubro de 2011, o juiz do caso determinou que os acusados sejam julgados pelo Tribunal do Júri e o processo foi remetido ao TJMG, em abril de 2012, para julgamento de recurso.

// Vídeos

Tráfico de Órgãos – Inside The Body Trade – RTP2

Fonte: http://www.dailymotion.com

// World-news

ONU pede reforço da segurança fronteiriça na crise de imigração no sudeste asiático

"A segurança fronteiriça deve ser reforçada e temos que garantir às vítimas uma assistência rápida, proteção e alternativas a pedidos de asilo, especialmente para as crianças"

Mais de 4.800 pessoas desembarcaram no Bangladesh, Birmânia (Myanmar), Indonésia, Malásia e Tailândia até ao momento, desconhecendo-se o paradeiro de centenas.

O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) sublinhou hoje a necessidade de reforçar a segurança fronteiriça, no sudeste asiático, para impedir o tráfico de pessoas.

A posição do ACNUR está em sintonia com as conclusões da reunião ministerial da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, sigla em inglês), que decorreu na quinta-feira em Kuala Lumpur.


Webdesigner - Heldson Luiz da Silva
Jornalista - Cindhi Belafonte