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quarta-feira 20 de agosto de 2014

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Empresário é suspeito de usar mães de aluguel para o tráfico humano

Um empresário japonês é suspeito de usar mães de aluguel na Tailândia para criar o que a imprensa internacional chama de “fábrica de bebês”.
A principal suspeita é que ele tinha muitos filhos com mães diferentes para depois vendê-los. Essa é uma suspeita e a imprensa tailandesa cita que esse homem, com 24 anos, já teria de 12 a centenas de filhos, com mães de aluguel, inclusive na Índia.

O advogado dele entregou amostras de DNA do cliente à policia tailandesa. Ainda não há uma acusação formal contra o japonês, nem foi divulgado onde ele está. Segundo a policia, já se sabe que, pelo menos, 12 bebês foram encontrados com mães de aluguel como tendo o mesmo pai e os exames vão definir a paternidade.

// World-news

PORTUGAL: Relação confirma condenação de família acusada de escravatura

Para os 22 portugueses que se viram explorados em haciendas espanholas, esta história resume-se a quatro anos de escravidão. Para os arguidos, que foram condenados, tratou-se apenas de acabar com o “ócio” de pessoas com deficiência mental ou outras vulnerabilidades.

Foi assim que um dos arguidos, condenado por tráfico de pessoas, se defendeu quando recorreu da pena. Mas ao Tribunal da Relação de Coimbra não restaram dúvidas. Os juízes consideraram estar perante uma manifestação de “total desrespeito” pelo ser humano “em níveis que se julgavam há muito ultrapassados pela civilização”.

A rede, desmantelada pela PJ em finais de 2011, escolhia desempregados quase sem família para os explorar do lado de lá da fronteira. As vítimas raramente eram procuradas por familiares. Apesar do carácter sazonal do trabalho, o grupo conseguiu explorar sucessivamente as mesmas pessoas várias vezes, ano após ano, segundo o acórdão a que o PÚBLICO teve acesso. O processo narra vários episódios em que vítimas já regressadas a casa, por força das suas vulnerabilidades cognitivas, aceitaram voltar a trabalhar para os arguidos.


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Jornalista - Cindhi Belafonte