O sumiço de Carolina – Lançada cartilha sobre Tráfico de Pessoas e a Exploração Sexual 

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ESCRITO POR CRB COMUNICAÇÃO LIGADO . PUBLICADO EM DESTAQUE

O Tráfico de Pessoas e exploração sexual de crianças e adolescentes é uma realidade que preocupa a Igreja presente no Amazonas. No estado, as congregações religiosas reunidas na Rede Um Grito Pela Vida, empreendem ações de enfrentamento a essa realidade. A mais recente iniciativa foi o lançamento da cartilha O Sumiço de Carolina”, livro destinado às crianças e adolescentes com informações sobre o aliciamento e prevenção contra o tráfico de pessoas e exploração sexual.

A publicação da cartilha é fruto de parceria entre da Rede Um Grito Pela Vida e o Núcleo de Estudos de gênero, família, conflitos e sexualidades da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).  Segundo a Irmã Roselei Bertoldo, religiosa da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria e articuladora da Rede Um Grito Pela Vida em Manaus, durante a elaboração da cartilha,  tanto a Rede, quanto o autor da história, o universitário Natã Souza Lima, tiveram a preocupação de garantir um material de fácil compreensão, especialmente por parte das crianças e adolescentes, vítimas em potencial destas modalidades de crime. Da concepção da ideia até a publicação, foram necessários três meses.

Segundo Irmã Roselei, “o  objetivo principal da Cartilha é a divulgação de informações sobre o tráfico de pessoas e a exploração sexual. Buscamos construir uma linguagem adaptada à realidade da região norte do Brasil, onde ocorre grande parte dos casos de tráfico de pessoas, relacionados à exploração sexual de crianças e adolescente.”.

A impressão de 20 mil exemplares da cartilha foi possível graças ao financiamento solidário entre congregações religiosas, a Cáritas e algumas paróquias da Arquidiocese de Manaus: “Embora o número de exemplares ainda seja pouco, vamos levar a cartilha para as crianças e adolescentes das escolas públicas e privadas do estado do Amazonas.”, disse Irmã Roselei.

“Sumiço de Carolina” foi lançado no sábado, dia 25 de julho, durante o I Seminário Igreja e Sociedade, promovido pela Cáritas Arquidiocesana. Na ocasião, o arcebispo metropolitano de Manaus, Dom Sérgio Castriani, valorizou a iniciativa da Rede Um Grito Pela Vida como uma importante ação de proteção, sobretudo diante do alto índice de desaparecimento, tráfico e exploração sexual de crianças e adolescentes na realidade amazônica.

Nos próximos dias, a versão digital da cartilha estará disponível no Blog da Rede Um grito Pela Vida: http://gritopelavida.blogspot.com

REDE UM GRITO PELA VIDA – A Rede “Um Grito pela Vida” é Intercongregacional. Constituída religiosas/os de diversos congregações presentes no Brasil. Trata-se de um espaço de articulação e ação profético-solidária da Vida Religiosa Consagrada do Brasil na causa do enfrentamento ao Tráfico Humano. Desde 2006, como parte constitutiva da Conferência dos Religiosos do Brasil, a CRB Nacional, atua em regionais e articulada com as organizações e iniciativas afins. A Rede integra a Talitha kum – Rede internacional da Vida Religiosa Consagrada de enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.

 

SAIBA MAIS

Rede Um Grito Pela Vida

Conferência dos Religiosos/as do Brasil

BLOG: http://gritopelavida.blogspot.com

Para fins de entrevista

Contatos do Grito Pela Vida – Núcleo de Manaus – AM

Ir. Roselei Bertoldo, ICM: (51) 99209-0857 / 98275-3480

Ir. Eurides Alves de Oliveira – Coordenadora Nacional da Rede Um Grito Pela Vida  (92)99440-9508

Fonte: http://www.crbnacional.org.br/site/index.php/noticias/destaque/2125-o-sumico-de-carolina-lancada-cartilha-sobre-trafico-de-pessoas-e-a-exploracao-sexual

«ESCRAVAS DO PODER»

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«ESCRAVAS DO PODER»     ilda pires
ASSINALA A ESTREIA DE LYDIA CACHO EM PORTUGAL

23/06/15

Escravas do Poder assinala a estreia de Lydia Cacho no nosso país. À venda a 29 de junho

«És puta e drogada. Achas que a polícia vai acreditar em ti ou em mim, um empresário de sucesso?»
Esta e outras perguntas são lançadas no livro Escravas do Poder. Um livro sobre um negócio que prospera sem olhar a fronteiras, raças ou recessões – o negócio do tráfico humano. Da Turquia ao Japão, da Palestina ao Camboja, do Reino Unido ao México, o tráfico humano atravessa o mundo inteiro, invisível aos cidadãos e ignorado por políticos que fingem não ver — ou que dele também dependem. Estima-se que cerca de 80 por cento das vítimas do tráfico são entregues à prostituição. Num trabalho de investigação excecional que se prolongou por vários anos, Lydia Cacho desmascara os criminosos e acompanha o rasto das vidas por eles destroçadas.
Em Escravas do Poder, falam na primeira pessoa traficantes de droga e de armas, mafiosos e proxenetas, além das próprias cativas que conseguiram escapar ao carrossel do tráfico. Relato desassombrado das ligações tentaculares do tráfico sexual a um sem-número de indústrias — o turismo, a pornografia, o contrabando, a venda de órgãos e o terrorismo —, tudo depende desta rede global e sem lei, e todos pagamos sem saber o preço destas vidas.
Lydia Cacho nasceu no México em 1963 e é uma das mais famosas jornalistas de investigação da actualidade. A sua coragem e a qualidade do seu trabalho têm-lhe valido inúmeros prémios internacionais, de que são exemplo o título de Cavaleira de Honra da Legião Francesa ou o Prémio Olof Palme de 2011, atribuído ex-aequo a Lydia Cacho e Roberto Saviano, pelo papel no combate contra a insegurança e a injustiça no mundo.
Inspirada por Elsinore, geografia literária por excelência, a 20|20 Editora continua a apresentar a sua nova chancela, desta vez no território da não-ficção. De vocação literária, sem fronteiras de género, região ou época, a Elsinore publica, em 2015, 11 títulos de referência e autores que é urgente descobrir.
Escravas do Poder é o terceiro título Elsinore, depois de Lorde, de João Gilberto Noll, e A Eterna Demanda, de Pearl S. Buck. Segue-se Na Presença de Um Palhaço, de Andrés Barba, nas livrarias a 6 de julho.

Fonte: http://www.jornalinside.com/noticias.php?nid=8604
AUTOR:ilda pires

OIT alerta: 168 milhões de crianças realizam trabalho infantil no mundo

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Reprodução / OIT
12-06-2015

Dados do Relatório Mundial sobre Trabalho Infantil 2015, elaborado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), apontam que 168 milhões de crianças realizam trabalho infantil no mundo. Entre elas, 120 milhões tem idades entre 5 e 14 anos e cerca de 5 milhões vivem em condições análogas à escravidão.

O relatório foi preparado para o Dia Mundial Contra do Trabalho Infantil, celebrado nesta sexta-feira, 12 de junho. Segundo a organização, entre 20% e 30% das crianças em países de baixa renda abandonam a escola e entram no mercado de trabalho até os 15 anos.

No Brasil, 14,4% dos adolescentes entre 15 e 17 anos realizam trabalhos perigosos. Se considerarmos o que essa porcentagem representa entre os jovens empregados, o índice sobe para quase 60%, com a maioria deles em trabalhos na agricultura e indústria, de acordo com a OIT.

 Trabalho escravo e trabalho infantil

O relatório mundial divulgado pela organização afirma que jovens que tenham sido sobrecarregados quando eram crianças são mais propensos a se contentar com empregos familiares não remunerados e baixos salários.

Luiz Machado, Coordenador Nacional do Programa de Combate ao Trabalho Escravo da OIT Brasil, explica que o número de crianças resgatadas em ações de fiscalização de combate ao trabalho escravo no Brasil diminuiu muito ao longo dos últimos anos, porém, existe uma relação entre trabalho infantil e trabalho escravo uma vez que ao se checar o histórico das vítimas, na maioria dos casos, a exploração começou na infância.

Uma pesquisa com o perfil dos principais atores envolvidos com o trabalho escravo no Brasil, realizada pela OIT entre 2006 e 2007 com 121 trabalhadores em 10 fazendas de Mato Grosso, Pará, Bahia e Goiás, mostrou que 92,6% dos entrevistados iniciaram sua vida profissional antes dos 16 anos. A idade média em que começaram a trabalhar era de 11, 4 anos, mas 40% já trabalhava antes dessa idade.

 Trabalho infantil no Brasil

Entre abril de 2014 e abril de 2015, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realizou 9.838 operações fiscais para apurar denúncias de trabalho infantil no Brasil. As ações dos auditores fiscais do trabalho das superintendências regionais retiraram desta condição 5.688 crianças e adolescentes.

Segundo dados do Sistema de Informações sobre Focos de Trabalho Infantil, Pernambuco foi o estado com o maior número de resgates de crianças e adolescentes, com 1.076; seguido de Minas Gerais com 571 casos; Mato Grosso do Sul, com 484; Goiás com 440 e Sergipe com 353 casos. As informações são do Portal Brasil.

O que é trabalho infantil?

Segundo o escritório das Nações Unidas, o termo “trabalho infantil” pode ser definido como o “trabalho que priva as crianças de sua infância e que é prejudicial para o desenvolvimento físico e mental”. Portanto, nem todo trabalho feito por crianças deve ser classificado como trabalho infantil. Para a OIT, a participação de crianças ou adolescentes em trabalhos que não afetam a sua saúde e desenvolvimento pessoal ou interferem na sua educação podem ser considerados positivos. Na sua página sobre o tema, a organização cita como exemplo de atividades positivas o auxílio em casa ou em um negócio de família, fora do horário escolar ou durante as férias. “São trabalhos que fornecem habilidades e experiência para ajudar a prepara-los para serem membros produtivos da sociedade durante a sua vida adulta”, explica o material informativo sobre a questão.

Já o trabalho infantil combatido é caracterizado como:

– Mentalmente, fisicamente, socialmente ou moralmente perigoso e prejudicial para as crianças;

– Prejudicial a sua vida escolar uma vez que pode: privá-los da possibilidade de frequentar a escola, obriga-los a abandonar a escola prematuramente ou ainda prejudicar os estudos ao tentar combinar frequência escolar com um trabalho excessivamente longo e pesado.

– Em suas formas mais extremas, o trabalho infantil envolve crianças escravizadas, separadas de suas famílias, expostas a riscos e doenças graves ou obrigadas a se defenderem sozinhas dos riscos das ruas das grandes cidades.

Leia também a cartilha do Ministério do Trabalho e Emprego e conheça o que diz a legislação brasileira sobre o tema.

Imagem: Reprodução/OIT

Fonte: http://www.inpacto.org.br/2015/06/oit-alerta-168-milhoes-de-criancas-realizam-trabalho-infantil-no-mundo/

AULA: TRÁFICO DE SERES HUMANOS (TSH)

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SERVIÇO SOCIAL INTERNACIONAL

PLANO DA AULA

I. O que é o tráfico de seres humanos (TSH)

II.Quais as intervenções do serviço social?

  • Identificação das vítimas de tráfico
  • Prestação de assistência às vítimas de tráfico em organizações especializadas
  • Contribuir para melhorar as práticas/serviços de reabilitação e reintegração
  • Contribuir para a sensibilização tanto (1) das populações mais vulneráveis acerca dos perigos do tráfico humano como forma de prevenção como (2) da população em geral

III.Qual a situação do TSH em Portugal e como está organizada a resposta

Power Point: O papel do serviço social no TSH

Referências

Projecto CAIM

Este foi um Projecto-piloto na área da prostituição e tráfico de mulheres em Portugal, financiado pela EU de 2005 a 2007). O Projecto CAIM resultou de uma parceria interinstitucional: ACIDI, APF, CIG, MAI, MJ, MTSS/ISS, OIM e Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Mais informação sobre o Projecto CAIM em:http://www.caim.com.pt

  • Este projecto também implementou um programa de formações (de formadoras/es; a técnicas/os de intervenção, a orgãos de polícia criminal, a mediadoras/es culturais) ministradas no decorrer do CAIM, vitais para que se começasse a estruturar uma rede de apoio e protecção a vítimas de TSH e para que as diferentes instituições se fossem conhecendo, interagindo nos mesmos espaços e trocando impressões e dúvidas sobre a sua intervenção
  • Este Projecto revelou-se fundamental para que se possuísse, em Portugal, conhecimento sobre o fenómeno do TSH e para que este fosse reconhecido como um problema social

Produtos do CAIM

  • Modelo de sinalização, Identificação-Integração de Mulheres Vítimas de Tráfico para Fins de Exploração Sexual: construção de um guião
  • Tráfico de Mulheres para Fins de Exploração Sexual – Kit de Apoio à Formação para a Prevenção e Assistência às Vítimashttp://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2013/12/kitapoioformacao.pdf

Outros artigos

  • Projecto CAIM (2008) Tráfico de Mulheres para Fins de Exploração Sexual. Kit de Apoio à Formação para a Prevenção e Assistência às Vítimas, Lisboa: CIG.
  • SANTOS, Boaventura Sousa, Gomes, Conceição, Duarte, Madalena, Baganha, Maria Ioannis (2007) Tráfico de Mulheres em Portugal para Fins de Exploração Sexual, Projecto CAIM – Cooperação. Acção. Investigação. Mundivisão. Coimbra: Centro de Estudos Sociais (CES).
  • Martins, Jorge (Coord.) (2008), Tráfico de Mulheres para fins de Exploração Sexual. Kit de Apoio à Formação para a Assistência às Vítimas, Projecto CAIM,
  • (Anti)Corpos: documentos

 TSH em Portugal:

  • Alvim, Filipa, 2009, «Tráfico, Sexo e Imigração – breve reflexão sobre um problema social», Dossier Forúm pela Cidadania e Justiça Social, Lisboa, 11 e 12 de Julho de 2009
  • Peixoto, João (2007) «Tráfico, Contrabando e Imigração Irregular. Os Novos Contornos da Imigração Brasileira em Portugal», Sociologia. Problemas e Práticas, n.º 53, pp. 71-90.
  • Grupo Davida (2005) «Prostitutas, ‘Traficadas’ e Pânicos Morais: uma Análise da Produção de Fatos e Pesquisas sobre o ‘Tráfico de Seres Humanos’», Cadernos Pagu. Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-83332005000200007
  • Peixoto, João, António Goucha Soares, Paulo Manuel Costa, Susana Murteira, Sónia Pereira e Catarina Sabino (2005), O tráfico de migrantes em Portugal: perspetivas sociológicas, jurídicas e políticas, Lisboa, Observatório da Imigração, Alto-Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI, I.P.)
  • Santos, Boaventura de Sousa, Conceição Gomes e Madalena Duarte (2009), “Tráfico sexual de mulheres: Representações sobre ilegalidade e vitimação”, Revista Crítica de Ciências Sociais, nº 87, Coimbra, CES, 69-94

Geral TSH

  • Marcovich, Malka (2007) «A exploração das mulheres no mundo» in Ockrent, Christine (org.) O livro negro da condição das mulheres, Lisboa: Temas & Debates. pp. 423-462.
  • Cabral, Georgina Vaz (2007) «A escravatura moderna e doméstica» in Ockrent, Christine (org.) O livro negro da condição das mulheres, Lisboa: Temas & Debates. pp. 497-512.
  • Ribeiro, Manuela et al (2008) Vidas na Raia. Prostituição Feminina em Regiões de Fronteira., Porto: Afrontamento.
  • Ribeiro, Manuela, Silva, Manuel Carlos, Ribeiro, Fernando, Sacramento, Octávio (2005) Prostituição Abrigada em Clubes (Zonas Fronteiriças do Minho e Trás-os-Montes). Práticas, Riscos e Saúde, Lisboa: CIDM.
  • SEF/MAI (2008), Campanha Contra o Tráfico de Seres Humanos. Não estás à Venda, Colecção Migrações. Século XXI, SEF.

Manuais

Sites:

Fonte: https://intsocialwork.wordpress.com/aula-trafico-de-seres-humanos-tsh/