Família segue em busca de informações sobre goiano que desapareceu ao tentar entrar nos EUA

Maykon Eder de Jesus, de 23 anos, falou com os parentes pela última vez há quase dois meses, quando estava nas Bahamas e se preparava para travessia irregular.


Por Paula Resende, G1 GO

 

Maykon Eder de Jesus não dá notícias desde 3 de agosto (Foto: Arquivo pessoal/ Wesley Alves)Maykon Eder de Jesus não dá notícias desde 3 de agosto (Foto: Arquivo pessoal/ Wesley Alves)

Maykon Eder de Jesus não dá notícias desde 3 de agosto (Foto: Arquivo pessoal/ Wesley Alves)

A família do goiano Maykon Eder Alves de Jesus, de 23 anos, que sumiu há quase dois meses ao tentar entrar de forma ilegal nos Estados Unidos, segue em busca de informações sobre o jovem. Os parentes pedem mais apoio às autoridades brasileiras para localizá-lo.

“Infelizmente, seguimos sem notícias. Ninguém do Itamaraty entra em contato para dar uma posição. A minha vontade é sair procurando meu filho, mas não tenho condição”, disse a mãe de Maykon, a dona de casa Idalira de Jesus, de 48 anos.

Apesar da reclamação da família, o Itamaraty informou ao G1 que o Consulado do Brasil em Miami segue em contato com representantes locais para buscar informações sobre o jovem. Segundo o órgão, até o momento, “autoridades migratórias americanas não encontraram registro de Maykon Eder em nenhum centro de detenção imigratório ou federal”.

Ainda de acordo com o Itamaraty, “foi reiterado pedido de localização à Guarda Costeira norte-americana, mas ainda não há notícias sobre o paradeiro do brasileiro”.

Família está desesperada com o desaparecimento do jovem (Foto: Paula Resende/ G1)Família está desesperada com o desaparecimento do jovem (Foto: Paula Resende/ G1)

Família está desesperada com o desaparecimento do jovem (Foto: Paula Resende/ G1)

Devido ao desespero da família, o delegado da Polícia Civil André Fernandes tenta auxiliá-los. “É um caso complicado e exige atenção especial pelo menos para entrar em contato com todos os países em que ele passou”, avalia.

Viagem

Maykon Eder morava com os pais e o irmão em Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia. Segundo a família, há dois anos ele teve a ideia de ir para os Estados Unidos, tentou tirar o visto por duas vezes, mas não conseguiu autorização.

“Ele tinha o sonho de trabalhar, juntar dinheiro para ajudar a família, crescer na vida”, disse o irmão dele, Wesley Alves de Jesus, de 21 anos.

Maykon Eder Alves de Jesus tinha tentado o visto americano por duas vezes, mas não conseguiu (Foto: Arquivo pessoal/ Wesley Alves de Jesus)

Os parentes não sabiam que Maykon Eder ainda tentava ir para o exterior. Ele só contou à família sobre a viagem horas antes de embarcar, no dia 10 de maio. Primeiramente, ele foi para o Panamá, depois para a República Dominicana e, por fim, chegou às Bahamas.

A última vez que Maykon Eder entrou em contato com os parentes foi no dia 3 de agosto, quando estava em Freeport, nas Bahamas. Na ocasião, o goiano disse por mensagem de um aplicativo de celular que poderia iniciar a travessia pelo mar a qualquer momento.

“Se eu não falar mais com a senhora, não se preocupe porque eles tomam o celular. Quando chegar em Miami, entro em contato. Amo vocês”, disse o jovem à mãe.

Os parentes não sabem o que ocorreu depois. “A gente não sabe se ele foi preso, se ele está com um ‘coiote’ em trabalho escravo. Também não podemos descartar um naufrágio”, lamenta o irmão.

A mãe de Maykon Eder diz que vive um “pesadelo”. “Não como, já emagreci não sei quantos quilos, estou tomando remédio para dormir, estou com uma psiquiatra. Não é vida, estou vivendo pelo Senhor, pela esperança e por esses dois do meu lado [marido e filho caçula]”, desabafou.

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Idalira de Jesus está desesperada sem notícias do filho (Foto: Paula Resende/ G1)Idalira de Jesus está desesperada sem notícias do filho (Foto: Paula Resende/ G1)

Idalira de Jesus está desesperada sem notícias do filho (Foto: Paula Resende/ G1)

Fonte: https://g1.globo.com/goias/noticia/familia-segue-em-busca-de-informacoes-sobre-goiano-que-desapareceu-ao-tentar-entrar-nos-eua.ghtml

Especialistas debatem novas metas para o combate ao tráfico de pessoas

Membros de instituições governamentais e da sociedade civil contribuíram com experiências e dados fundamentais para o aprimoramento do III Plano Nacional de Combate ao Tráfico de Pessoas

Rio de Janeiro, 20/9/17 – O I Seminário Internacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes, realizado nos dias 19 e 20 de setembro no Rio de Janeiro, proporcionou uma série de debates sobre o tema que ajudarão na construção do III Plano Nacional. O evento reuniu membros de instituições governamentais e da sociedade civil que trabalham com o tema para contribuir com experiências e dados fundamentais para o aprimoramento do próximo plano de atuação.

De acordo com o diretor do Departamento de Políticas de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Jorge da Silva, é de extrema importância que a sociedade tome consciência desse crime que coloca a dignidade humana em jogo. “As pessoas são exploradas de diversas formas em um comércio que gera milhões de dólares, ficando atrás apenas do tráfico de drogas e do tráfico de armas”, alertou o diretor mencionando o relatório da ONU de 2016. Jorge afirma que o envolvimento da sociedade é fundamental na prevenção desse crime que faz vítimas no mundo inteiro. “Estamos convencidos que a prevenção é muito mais eficaz, alertando a população a identificar essa prática e a denunciar quando necessário”.

A coordenadora de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Renata Braz, conta que muitas pessoas não acreditam que o tráfico humano ainda exista no país. “Infelizmente é uma triste realidade vivida por pessoas que na maioria das vezes se encontram em situações de vulnerabilidade, em busca de uma oportunidade de vida melhor”. Renata explica que os criminosos envolvem as vítimas com promessas futuras que não acontecem.

De acordo com a oficial de Prevenção ao Crime e Justiça Criminal do Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crimes (UNODC), Eurídice Márquez, praticamente todos os países do mundo são afetados pelo tráfico de pessoas e contrabando de migrantes.  O relatório global sobre tráfico de pessoas de 2016 mostrou que foram detectados mais de 500 fluxos de tráfico humano em todo o mundo. “Mulheres e crianças ainda constituem a maioria dessas vítimas”, apontou.

Como um dos resultados do II Plano de Enfrentamentos ao Tráfico de Pessoas, está a aprovação da Lei 3.344/16. A nova legislação passou a considerar a prática do tráfico de pessoas como crime contra liberdades individuais, vinculado a outras formas de exploração, como o trabalho análogo ao escravo, adoção ilegal, servidão e tráfico de órgãos e não só exploração sexual como era antes. “Esse foi um grande avanço na Política de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Dessa forma, espera-se uma melhor identificação do crime pelos agentes públicos, gerando dados mais precisos e vão subsidiar a política pública de combate ao tráfico de pessoas”, conclui Renata Braz.

Evento

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DPU participa de debate sobre tráfico de pessoas e contrabando de migrantes

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rj seminario slideRio de Janeiro – O Rio de Janeiro sediou, nessa terça e quarta-feira (19 e 20), o I Seminário Internacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes, organizado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública com o apoio da União Europeia e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC). A Defensoria Pública da União (DPU) foi um dos órgãos que enviou representantes ao evento, cujo objetivo é coletar informações para o III Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, a ser implementado entre 2018 e 2021.

O defensor Leonardo Magalhães representou a DPU no evento

O defensor público federal Leonardo Cardoso de Magalhães, integrante do Grupo de Trabalho Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e representante da DPU no Comitê Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conatrap), mediou, na terça-feira (19), aula magna apresentada pela juíza de família do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Andrea Maciel Pachá, responsável pela implantação das Varas de Violência contra a Mulher em todo o país. Com o tema “O novo marco legal do enfrentamento ao tráfico de pessoas – Lei nº 13.344, de 6 outubro 2016: os avanços e desafios para a Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas”, o debate buscou apresentar os principais aspectos da nova lei e refletir sobre suas implicações para o III Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.

De acordo com Leonardo Magalhães “o ordenamento jurídico brasileiro sempre teve foco na repressão, então a Lei 13.344 representou um avanço considerável ao trazer uma revolução e ampliar este enfoque não só para reconhecer a importância de se reprimir o tráfico de pessoas enquanto crime, tipificando situações que não estavam previstas no Código Penal, como o tráfico para remoção de órgãos, mas ainda dar destaque à prevenção, conscientização e acolhimento da vítima, o que é essencial”.

Magalhães ainda destacou a importância da capacitação e conscientização das pessoas não só no nível púbico da sociedade em geral, mas também no âmbito dos atores do sistema de justiça. “Polícia, Judiciário, Defensoria Pública e Ministério Público devem estar preparados para acolher, receber e saber como tratar as diversas situações de tráfico de pessoas que existem e que podem ser percebidos no seu trato cotidiano, ainda que camuflados sob outros vieses como o tráfico de drogas, por exemplo”, afirmou o defensor.

O evento foi uma oportunidade para o intercâmbio entre as cerca de 150 entidades parceiras que atuam no enfrentamento ao tráfico de pessoas e na política migratória em todo o Brasil, dentre os quais representantes do Grupo de Trabalho Interministerial responsável pela implementação do II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas; do Comitê Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conatrap); dos Núcleos Estaduais de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (NETP); Postos Avançados de Atendimento Humanizado aos Migrantes (PAAHM); além de representantes de países que atuam em colaboração com o Brasil no combate a esse crime.

Nos dois dias de evento, as instituições puderam, ainda, conhecer as práticas adotadas por organismos internacionais como a União Europeia, a Organização Internacional para as Migrações (OIM), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que participaram da reunião e irão contribuir na elaboração do próximo plano nacional de enfrentamento ao tráfico de pessoas.

“A Defensoria Pública da União tem trabalhado muito no sentido de ampliar sua atuação enquanto integrante da rede de enfrentamento ao tráfico de pessoas, sobretudo no que concerne a prevenção e repressão ao tráfico interno e internacional e sobre medidas de atenção às vítimas”, afirmou Magalhães. O defensor anunciou ainda que “no próximo mês de outubro, em parceria com o UNODC, a DPU deve implementar um projeto de atuação em Roraima com foco na conscientização e no atendimento jurídico de imigrantes venezuelanos, diante das denúncias que recebemos sobre tráfico de pessoas, trabalho escravo e exploração sexual desta população e com o objetivo de reforçar e efetivar a Lei 13.344/2016 e seus mecanismos tão integrados à função institucional e social da Defensoria Pública da União”.

GNS/KNM
Assessoria de Comunicação Social
Defensoria Pública da União

PARANÁ: Estado participa de seminário sobre tráfico de pessoas

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O Seminário foi promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com apoio da União Europeia e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes.

A coordenadora do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, da Secretaria de Estado da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos, Silvia Cristina Xavier, representou o Paraná no 1º Seminário Internacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes, que aconteceu nesta terça e quarta-feira (19 e 20), no Rio de Janeiro.O Seminário foi promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com apoio da União Europeia e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC).

Nos dois dias de palestras foram debatidas questões, entre os 150 parceiros de que atuam no enfrentamento ao tráfico e na política migratória em todo o Brasil, para a construção do 3º Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, que será implementado entre 2018 e 2021. Além disso, foram apresentadas práticas adotadas em outros países que trabalham com essa temática.

Para Silvia Cristina Xavier, o trabalho no Paraná está sendo realizado de maneira adiantada. “Estamos articulando ações que foram debatidas no seminário para diminuir o tráfico no Paraná e vamos dar continuidade no trabalho, formando novas estratégias que possam combater ainda mais estes crimes”, disse Sílvia.

De acordo com a coordenadora de enfrentamento ao tráfico de pessoas do Ministério da Justiça, Renata Braz, para dar conta desses desafios, considera-se que a Rede de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e os parceiros são fundamentais para a operacionalização da Política Nacional. “Assim, reafirmamos o compromisso do Estado brasileiro em atuar na prevenção e responsabilização do crime de tráfico de pessoas e garantir a necessária assistência e proteção às vítimas”, afirmou Renata.
ATENDIMENTOS – Segundo o Núcleo, no Paraná só este ano foram recebidas 72 denúncias de suspeita de tráfico humano, o que demonstra a importância de debater ainda mais o assunto e alertar que o tráfico de pessoas é real. “O tráfico humano é crime e está associado a diversas outras violações de direitos humanos, como exploração sexual, trabalho escravo, mendicância forçada, servidão doméstica e retirada involuntária de órgãos para transplante”, explica o secretário estadual da Justiça, Artagão Júnior.

O evento reuniu representantes do Grupo de Trabalho Interministerial (GI) responsável pela implementação do II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas; do Comitê Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conatrap); dos Núcleos Estaduais de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (NETP); Postos Avançados de Atendimento Humanizado aos Migrantes (PAAHM); além de representantes de países que atuam em colaboração com o Brasil no combate a esse crime.

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
http:///www.facebook.com/governopr e www.pr.gov.br

Secretaria da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos (Seju) por meio do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (NETP) participou do 1º Seminário Internacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes, que aconteceu, nesta última terça e quarta-feira (19 e 20), no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 20/09/17. Foto: Divulgação/ SEJU

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Fonte: http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=95520&tit=Parana-participa-de-seminario-sobre-trafico-de-pessoas