ONU recomenda aprimorar dados sobre migração para gerar U$S 35 bilhões

Investimentos em estatísticas sobre migrantes podem transformar o deslocamento humano num poderoso recurso financeiro.

É o que revela um novo relatório da Organização Internacional para as Migrações (OIM), elaborado em parceria com o Centro McKinsey de Governo e apresentado nesta semana (24) em Davos, no Fórum Econômico Mundial.

Migrantes pegam ônibus rumo centro de triagem em Amã, na Jordânia. Foto: OIM/Muse Mohammed

Investimentos em estatísticas sobre migrantes podem transformar o deslocamento humano num poderoso recurso financeiro. É o que revela um novo relatório da Organização Internacional para as Migrações (OIM), elaborado em parceria com o Centro McKinsey de Governo e apresentado nesta semana (24) em Davos, no Fórum Econômico Mundial. Levantamento afirma que dados mais precisos gerariam 35 bilhões de dólares em benefícios.

“Muito frequentemente, dados são vistos como o ofício abstrato de especialistas que trabalham por debaixo dos panos”, afirmou o diretor-geral da OIM, William Lacy Swing, em participação no evento. “No entanto, dados são essenciais para gerar resultados ‘na vida real’, como proteger migrantes em situações vulneráveis, preencher a escassez (de profissionais) no mercado de trabalho e aprimorar a integração, gerenciar solicitações de refúgio e aumentar fluxos de remessas.”

Uma das situações analisadas pelo relatório é a lacuna que separa migrantes qualificados vivendo na União Europeia e vagas de trabalho correspondentes às suas formações. Segundo a pesquisa, muitos migrantes no continente europeu têm competências acima do exigido por suas atuais ocupações. Reduzir esse fenômeno descrito como “sobre-qualificação” aumentaria a renda total desse grupo em 6 bilhões de euros.

Dados mais precisos também poupariam o estimado em 6 bilhões de dólares em recursos gastos por migrantes em taxas de recrutamento para empregos no exterior. As estatísticas têm ainda o potencial de elevar — em 20 bilhões de dólares — o valor das remessas que migrantes enviam para os familiares que ficaram no país de origem.

Isso porque os dados permitiriam refinar políticas públicas, estratégias de gestão dos expatriados e serviços utilizados pelos migrantes. Benefícios, aponta a OIM, também vão além do dinheiro.

O uso inteligente de indicadores poderia ainda dobrar a taxa de sucesso das tentativas de identificar casos de tráfico humano, além de acelerar solicitações de refúgio e promover retornos voluntários mais humanos.

Lembrando que a comunidade internacional caminha para a adoção de um novo pacto global sobre migração, que preserve os direitos humanos dos migrantes e garanta deslocamentos seguros, ordenados e regulares, Swing afirmou que “a hora de investir em dados de migração melhores é agora”.

“Apenas olhando para os exemplos que demos no relatório, veríamos uma expansão (de recursos) em 35 bilhões de dólares para as oportunidades e desafios apresentados pela migração.”

Fonte: https://nacoesunidas.org/onu-recomenda-aprimorar-dados-sobre-migracao-para-gerar-us-35-bilhoes/

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