Líderes que exploravam 50 travestis responderão por tráfico de pessoas

Após nove meses de investigação, polícia prende grupo que aliciava jovens de baixa renda de outras unidades da Federação para trabalhar no Distrito Federal em rede de prostituição

 
Elas vieram de Manaus, São José dos Campos (SP), São Paulo, Goiânia e outras cidades, pequenas ou grandes, de diferentes unidades da Federação. A manauara, por exemplo, pisou em Brasília na segunda-feira, pronta para uma vida com casa, comida e trabalho. A jovem, de cabelos lisos pretos, não imaginava que seria levada, na madrugada de ontem, por policiais civis para prestar depoimento no Departamento de Polícia Especializada (DPE). Ela e outras 50 travestis eram vítimas de uma organização criminosa desmantelada ontem pela Operação Império, após nove meses de investigação. Dez pessoas foram presas, inclusive cinco travestis acusadas de tráfico de pessoas.
Com as prisões, a Polícia Civil do DF fechou o quebra-cabeça de um inquérito iniciado em 11 de janeiro. Naquela data, um grupo de travestis denunciou à Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin) que outras garotas de programa chefiavam e extorquiam as vítimas em Taguatinga.
Para aliciá-las, as cafetinas entravam em contato com jovens travestis de classe baixa por meio das redes sociais ou mesmo por telefone. Para as que moravam em outras unidades federativas, as líderes arcavam com os custos das passagens. “Era muito fácil as meninas aceitarem. Elas viam as fotos das chefes e queriam ter o estilo de vida e a beleza delas”, explica a delegada adjunta Elisabete Maria de Morais, da Decrin.
Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2017/09/27/interna_cidadesdf,629306/lideres-que-exploravam-50-travestis-responderao-por-trafico-de-pessoas.shtml
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