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sábado 24 de junho de 2017

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Nova lei contra o tráfico de pessoas facilita punição e amplia proteção à vítima

I.A.L., 30 anos , é um operário da construção civil que vive em Minas Gerais. Ele e mais 13 cidadãos, recrutados no estado e na Bahia, receberam uma boa oferta de emprego, com promessa de carteira assinada, salário de R$ 1.500, alimentação, alojamento e outros benefícios para trabalhar na obra de uma construtora de Belo Horizonte, em janeiro de 2015.

O combinado se mostrou uma farsa quando os homens, conduzidos em ônibus clandestinos para canteiros em cidades mineiras distintas, em vez da capital, foram confinados em alojamentos sujos e precários, mal equipados, com comida escassa, sem contato com parentes, sem contrato formal de trabalho e sem receber o salário acertado, já que tiveram descontados da remuneração as passagens, a alimentação e até o botijão de gás. Foram resgatados três meses depois, em Lagoa Santa (MG), numa fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Minas Gerais.

— Tal situação é considerada tráfico de pessoas. Há aliciamento, mediante fraude, que mais adiante se revela em falsas promessas. Eles enfrentam péssimas condições de trabalho, que ferem diretamente as garantias mínimas do ordenamento juslaboral, em condições de escravidão — explica a pesquisadora Rayana Campos, de Belo Horizonte.

// Vídeos

Lei contra trabalho escravo é aprovada em SP

Vereadora Patricia Bezerra esteve no estúdio do Radioatividade para falar sobre a nova medida. Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=eAe-AHz3wBs

// World-news

Milhares de mulheres yázidis são escravas sexuais do Estado Islâmico

media

Nadia Murad Basee Taha, da minoria yázidi, em foto de junho de 2016, ex-escrava sexual do grupo Estado Islâmico e atual embaixadora da ONU, dedicada a lutar contra o tráfico de seres humanos. MARK WILSON / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP.

“Foram sete. Primeiro um egípcio, um marroquino, depois um palestino”. Haifa, uma jovem iraquiana, conta em seus dedos o número e a nacionalidade dos combatentes do Estado Islâmico que, durante seus dois anos de cativeiro, a compraram e venderam como escrava sexual.

Haifa [nome fictício], de 36 anos, e sua família são parte dos milhares de integrantes da minoria yázidi, especialmente perseguida pelos extremistas quando tomaram o controle de inúmeros territórios no Iraque e na Síria. Esta minoria religiosa fala o idioma curdo e professa uma religião pré-islâmica. O grupo Estado islâmico os considera hereges e politeístas, colocando-os no centro da mira dos extremistas. A ONU denunciou uma “tentativa de genocídio” contra seus membros.


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Jornalista - Cindhi Belafonte